Embrace Life with Typography – Conceito e Agradecimentos

O Conceito

O conceito/base desta criação é o de ligar a criação tipográfica à vida, simbolizada nos batimentos cardíacos, por um lado; por outro, à noção de não-obrigatoriedade da visão por parte do utilizador: o acaso como elemento que acciona o prazer de ver (o «smile») e o surgimento de partes da palavra «TYPOGRAPHY» como liberdade de associação de sentidos.

A letra «O», o «smile» elemento positivo como forma integração, interagindo directamente e em tempo real com os outros independentemente a sua idade, motivando a comunidade, surpreendendo, inspirando e levando à participação activa de cada um – você resiste à curiosidade de «ver» o seu batimento cardíaco fazer parte de uma composição tipográfica? e reparou que essa composição, animada através do seu motor de vida, é única?

The concept / base of this creation is to link the typographic creation to life, symbolized in heart rate, on the one hand; on the other, the notion of non-mandatory viewing by the user: the chance as an element that triggers the pleasure of seeing (the “smile”) and the emergence of parts of the word “TYPOGRAPHY” as freedom of association of senses.

Typography as integration, directly interacting in real time with others, motivating the community, surprising, inspiring and leading to active participation of each one – can you resist seeing your heartbeat as part of a typesetting? and noted that this composition, animated by your life engine, is unique?

O resultado final

música de Pharrell Williams, «Happy»

Agradecimentos

Agradecimento especial:

Quando me candidatei ao mestrado de Práticas Tipográficas e Editoriais Contemporâneas não imaginava que iria tomar contacto com esta área tecnológica, mas a cadeira de Explorações Digitais Interactivas & Tipografia foi uma revelação.

O meu sincero obrigado à minha Professora Doutora Mónica Mendes que me inoculou, desde o primeiro momento com este «bichinho» de utilizar tecnologia em tempo real ligada à criatividade, que sempre esteve presente e disponível orientando-me neste projecto, que me fez acreditar «ser sempre possível» quando me abriu a porta a outros universos e tecnologias.

Os meus agradecimentos a:

A Pedro Ângelo (altLab), que me ajudou a resolver a inserção e optimização do código na plataforma Arduíno Uno, quando esta tinha deixado de funcionar após ter realizado o vídeo 2, e que me acolheu com dedicação sempre que fui ao altLab – uma ajuda essencial para a boa concretização da 2.ª parte deste projecto.

A Diogo Melo (altLab/Melo Industries), pela sua simpática disponibilidade e por me ter disponibilizado/oferecido algum material que necessitava.

A Pedro Nuno, pela sua disponibilidade, paciência e ajuda na 1.ª parte do projecto.

Ao Sr. José Augusto Almeida, vizinho e amigo que me emprestou as pistolas de soldar e de cola a quente.

Aos Srs./Srªs Alzira Gonçalves, Carlos Silva, Carlos Costa, André Cachaço, Fátima Pereira,  Anabela Marques, Célia Lourenço, por participarem activamente no resultado final do projecto (vídeo).

À minha mãe  ;)

E à minha canídea Fly, que atrapalhou/mimou sempre que lhe apeteceu.

Embrace Life with Typography – Esquema e Orçamento

O esquema

Aqui deixo o esquema de ligação dos vários componentes do projecto

Num outro post falei da ligação em série, aqui vai uma ideia:

serie

A ligação dos vários componentes do projecto (como vão poder verificar já consegui introduzir o código novo no Lilypad – assegurem-se que escolhem o dispositivo correcto e a respectiva porta):

esquema

O orçamento

As plataformas Arduíno: o Arduíno Uno (original) comprei-o em 2.ª mão, online, através do OLX, por 12€, já com portes de entrega. O Lilypad (novo), igualmente online, através do ebay de Inglaterra, custou 4 libras + 4 de portes de correio.

Se adquirir o Lilypad tem de contar com a aquisição do FTDI e do cabo mini/usb para o conectar ao pc.

O FTDI Basic Breakout 5V custa 16,54€.

Em material electrónico (mencionados nas duas partes do projecto) gastei cerca de 30€; fio condutor, 7,87€.

As t-shirts (3), ficaram a 6€ cada; 2€ de velcro (macho/fêmea), 5,30€ pequeno alicate de pontas redondas; 17€ de baterias.

As pistolas de soldar e cola a quente e respectiva solda e stick de cola foram emprestadas.

As estampagens, 20,50€ (7,50€ na estampagem da t-shirt branca e 13€ na estampagem da t-shirt preta – esta última foi mais cara porque as letras tiveram de ser recortadas e estampadas uma a uma).

O pulse sensor, 35,12€.

Os preços dos materiais são custos reais, mas o que comprei na Inmotion teve um desconto bastante significativo por ter adquirido na Black Friday, pelo que me saiu mais barato.

As verbas despendidas referem-se à totalidade das duas partes do projecto e ainda me sobrou material para aplicar em novos projectos que já tenho em mente. Após ter realizado o último vídeo, entusiasmei-me um pouco e toca de fazer experiências. A questão é mesmo essa, ficamos com vontade de passar para a etapa seguinte, subir mais um degrau. As ideias começam a brotar e o passo é maior que a perna. Dois pequenos «estoiritos», um odor súbito a queimado e o portátil ao qual o Arduíno estava ligado, desliga (ai, ai, ai…). Aconteceu mesmo. Mas não se preocupem se passarem por tal experiência. Quaisquer dos materiais é sólido e está tudo a funcionar ;)

O encontro com os experts do altLab foi bastante produtivo. A sua disponibilidade é fabulosa e o laboratório palpita de boa energia com variados projectos a desenvolver.

O meu grande obrigado a esta equipa tão apaixonada, pelo seu acolhimento e pela ajuda que me prestaram.

Amanhã, no próximo post, vou apresentar o resultado final.

 

Embrace Life with Typography – Let’s Rock

2.ª parte do projecto:  Let’s Rock

Vou falar-vos um pouco do projecto e da sua passagem do Piece by piece à Let’s Rock com utilização da plataforma Arduíno.

Quem não domina electrónica, como é o meu caso, vai sentir-se atraído por esta plataforma.

Porque aqui, a magia acontece mesmo. Sentimos que conseguimos sozinhos, aquilo que seria impensável fazer sem a tutoria de um especialista, como se pode ver na primeira parte do meu projecto.

Embrace Life with Typography – Let’s Rock

Achei que fazia sentido, ao experimentar esta nova plataforma, ela própria fosse adaptada a um novo visual. Daí a t-shirt preta, para contrapor com a branca anterior, e a disposição da palavra ser aplicada letra a letra, descontinuada, mantendo no entanto a fonte referenciada de cada uma.

4.jpg

Omiti a letra «O» de propósito, para transformá-la numa carinha: um círculo, dois olhos, um sorriso (não, não… já sei o que estão a pensar, mas não tive nada a ver com as criações para alguns dos trabalhos de Tim Burton… eheh).

O objectivo é que se veja sempre, a olho nú (independentemente do pulse sensor estar a ser utilizado), o desenho de uma carinha, daí estar delineada a linha cinza. E, a acompanhar as linhas, um sistema de leds (1 led branco para cada olho, 5 leds verdes para a primeira linha do sorriso e 5 leds vermelhos para a segunda linha do sorriso).

Nesta parte do projecto, o sujeito intervém, em tempo real, com a plataforma, que reage à sua pulsação cardíaca.

Os materiais utilizados: 1 t-shirt preta; impressão da mesma; leds de 5mm: 2 brancas, 5 verdes e 5 vermelhos; pequeno alicate; fio condutor; fio de ponto cruz; resistências; pulse sensor; bateria de 4,5v; tecido de malha; Arduino Unopistola de soldar e a respectiva solda; pistola de cola quente e o respectivo stick; agulha e tesoura.

The big mistake

A primeira ideia que tive foi coser o fio condutor aos leds directamente na t-shirt.

Depois de dobrar cada «perna» de cada led tive que arranjar um procedimento que:

  • não me deixasse trocar a perninha (+) pela perninha (-) aquando da ligação em série;
  • me facultasse o domínio do fio condutor, o qual não se comporta como os fios a que estamos acostumados a utilizar e começou a emaranhar-se nas pequenas lâmpadas vizinhas.

Depois de ligar 14 leds em série com a respectiva resistência, tam-tam…. (oops) …. Não se fez luz.

Conclusão: os leds simplesmente não acenderam. E se não acreditam, vejam aqui, tive que descoser tudo.

 

The show must go on

– Ligação dos leds

Optei por usar um outro tecido para fazer a «cara», aproveitando uma camisola antiga que já não usava. Escolhi-a, não só pela cor, mas também porque é de malha laça e a montagem dos leds se tornaria mais simples, uma vez que as suas duas «perninhas», trespassariam muito mais facilmente a malha.

Recortei duas partes iguais do «quase círculo» que substitui a letra «O» – uma para ser a base do trabalho, aquela que fica visível e a outra, para trás, para aconchegar todas as ligações que ficam no interior.

Porque a experiência com o fio condutor não correu bem, decidi fazer uma ligação em série entre os leds, unindo todas as pernas (+) umas às outras e todas as pernas (-) igualmente umas às outras. Juntei uma resistência a cada ponta positiva, sendo que, para saber a resistência a utilizar, consultei o calculador de resistências neste site. Se precisar saber quais os Volt(V) e Amperagem(Amp) de cada led, de acordo com a cor e se é de alto brilho ou não, basta escrever o tipo de led (por exemplo led 3mm ou led 5 mm) no motor de busca que utiliza na internet, e, na opção imagem, aparecerão quadros com esses dados.

Fiz um pequeno mapa para se saber o valor da resistência a utilizar de acordo com a quantidade de leds e as suas cores, que coloco à disposição (estamos a falar de leds de 5mm difusas):

N.º leds Branco

Verde

Vermelho

1 100 150 200
2 50 75 100
3 33,3 50 66
4 25 37,5 50
5 20 30 40
6 16,6 25 33
7 14,2 21,4 28,5
8 12,5 18,75 25
9 11 16,7 22,2
10 10 15 20
11 9 13,6 18
12 8,3 12,5 16,6
13 7,69 11,5 15
14 7 10,7 14
15 6,6 10 13,3

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– Pulse sensor

A parte de protecção e adaptação do sensor é simples, basta seguir as instruções que estão aqui e que se pode aceder também a partir próprio site.

 

– Arduino Uno? Lilypad Arduino?

Foi simples escolher entre eles. Porque se trata de um trabalho realizado num suporte têxtil, neste caso numa t-shirt, os componentes não devem ser volumosos, pelo que a escolha foi Lilypad Arduino. No entanto não consigo que aceite o código, pelo que o inseri num Arduino Uno.

 

– The code

Um largo sorriso esboçou-se no meu rosto quando carreguei o software Arduino e, após identificar o equipamento e a porta fiz a primeira experiência, com um simples led ligado, conforme sugere o site: blink. E o led começa a piscar. Yes!

Mas o chamado «mar de rosas» rapidamente se transformou em «dor de cabeça» porque nunca tinha tido contacto com Linguagem C. No final da experiencia deixarei uma lista de livros e sites que consultei online.

Mas voltemos à dor de cabeça.

O código… aqui precisava de ajuda.

Fiz várias simulações nos sites 123D Circuits e  Fritzing onde a montagem dos leds corria bem e tudo funcionava. É pena estes sites não possuírem a simulação de um pulse sensor.

O site Pulse Sensor faculta um código óptimo, que pode ser adaptado áquilo que desejamos. E há e outros que encontrei vasculhando a WWW, mas não consegui ainda adaptá-los a irem acendendo de acordo com a frequência cardíaca pre-estabelecida.

A parte positiva é que, depois de realizar as ligações (leds e pulse sensor), código inserido no Arduino Uno e ligação à fonte de energia (neste caso o pc), os leds iniciaram a acender de acordo com a minha pulsação cardíaca. Hum… tinha que experimentar em mais alguém. E assim fiz, funcionou a ritmo diferente com a minha mãe e também com a minha cadela. Os leds piscam, literalmente de acordo com o ritmo cardíaco. Estava testado. (vídeo abaixo)

A parte menos positiva é que até agora ainda não consegui inserir o código no Lilypad porque me dá sempre erro, mesmo alterando a voltagem no código. Vou consultar os experts desta matéria na AltLab e espero dar notícias brevemente.

Strange feeling to wake up to have the notion that we are being complicated

Voltando um pouco atrás… Nos últimos dias alguma coisa não fazia sentido. O facto do fio condutor ter sido uma experiência menos agradável deixou-me «com a pulga atrás da orelha»: alguma coisa não estava abater certo e tinha que saber o que era. Também devo confessar que parti do princípio que funcionava como um fio condutor normal.

De forma que hoje acordei literalmente a pensar neste problema e, a primeira coisa que fiz, foi testar mais uma vez o fio. Teste simples – liguei um led vermelho: a perninha mais comprida (+) a uma resistência de 220Ω onde atei o fio condutor e levei-o ao lado positivo da minha bateria de 4,5V; à perninha curta do led atei o fio condutor que levei ao lado negativo da bateria. E mal lhe tocou…. Eis que o led vermelho acendeu.

Repeti o procedimento, desta vez com dois leds em série e respectivas resistências e o resultado foi que os leds acendiam timidamente, parecendo estar a dar o último suspiro.

Daqui tiro a seguinte conclusão: parti do princípio errado que se comportaria como um cabo condutor normal. Pelo que aconselho a quem queira utilizar vários leds de 5mm, a ligarem um a um e não em série (a não ser que utilizem os leds próprios Lilypad).

Video

Tal como na primeira parte, produzi um pequeno vídeo utilizando fotografias e gravação. A música de fundo pertence ao Abdullah Ibrahim Trio, album Cape Rown Revisited, track: Song for Sathima (jazz). Aqui poderão apreciar os vários momentos que fui mencionando durante este post.


As minhas consultas (vídeos online, livros disponíveis online, blog e sites)

Desde o inicio do meu trabalho fui consultando várias matérias que encontrei online. Embora não tenha utilizado alguns materiais existentes no mercado, deixo no entanto aqui também as suas referências.

Arduíno

Frequência cardíaca:

https://www.youtube.com/results?search_query=arduino+medidor+de+frequencia+cardiaca+acendendo+led

Lilypad Arduino & Heartbeat from Pulse Sensor

HowTo: Heart Beat Monotoring! Arduino/Processing

Efeito fader:

Arduino Pisca Led com efeito Fader

https://www.youtube.com/watch?v=qZyFJWLYyWY

RGB:

Controlar RGB no Arduino

Montar RGB

Projecto:

http://blog.ocad.ca/wordpress/gdes3b16-fw201202-01/2012/11/the-heart-t-shirt/

https://ledsquetesalvanlavida.wordpress.com/2015/04/19/y-finalmente-lo-hicimos-realidad/

https://www.youtube.com/watch?v=QTFiRFCth1Y

Ring

Código de pulso

O saber básico

Construir letras com leds

Leds em paralelo

Resistências

Têxtil

Potencial Lilypad:

https://www.youtube.com/watch?v=h84Y3rNPm2Y

https://www.youtube.com/watch?v=xMAGZMxFpg8

Pulse sensor:

Pulse Sensor Amped

Tinker it – O novo movimento em Physical Computing

Vários projectos:

Instructables

Livros que consultei online (pdf):

Arduino by Example

Heart Rate Monitor Interface User Manual

Make – Getting Started with Sensors – Measure the World with Electronics, Arduino, and Raspberry Pi

McRoberts,  Michael;  Arduíno Básico

Patsko,  Luís Fernando; Tutorial Aplicações, Funcionamento e Utilização de Sensores

Oxer, Jonathan+ Blemings, Hugh, Practical Arduino Cool Projects for Open Source Hardware

Ryler, Mike; Programming Home with Arduino and Android

Silveira, João Alexandre da;  Um monitor de batimentos cardíacos com o Arduíno_parte 1

Wilcher, Don; Learn Electronics with Arduino

As lojas a que recorri:

Ptrobotics  (Rio de Mouro, Sintra)

Inmotion  (Porto)

Mauser (Lisboa e com lojas em Lousã e Portela)

Servelec  (Queluz, Sintra)

Também experimentei:

No ebay UK encontram-se materiais novos e a bom preço. As entregas são rápidas se o produto já estiver em Inglaterra.

No site OLX há que ter sorte. Alguém não querer o que nós precisamos e a um preço agradável, na altura certa.

 

Embrace Life with Typography – Piece by piece

1.ª parte do projecto:  Piece by piece

Ora bem, aqui deixo o desenvolvimento da primeira fase do meu projecto que é montado peça a peça.

O resultado final será a frente de uma t-shirt com a palavra TYPOGRAPHY, a piscar em várias cores, porque adoro tipografia, em especial a que é realizada com as fontes antigas, de chumbo e as impressoras manuais. E nas costas da t-shirt, um coração com o batimento cardíaco, porque estou sempre «de coração nas mãos», do tipo «ai, ai, ai!» para compor os tipos alinhados de acordo com o que idealizei; para não os deixar cair, um a um (tipo baralho de cartas), quando os desloco em bloco, bem atadinhos com um fio, para a impressora e porque também me palpita o coração de alegria, quando passo a tinta e vejo, finalmente, o trabalho impresso.

Esta dualidade entre stress tipográfico e felicidade genuína de ver a nossa obra nascer está representado nesse coração palpitante.

O suporte

Com expliquei no post anterior idealizei uma t-shirt com a palavra Typography estampada a piscar de acordo com o ritmo cardíaco.

Defini as fontes utilizadas, estampei-as a branco, num fundo preto (para a palavra sobressair aquando iluminada) sobre uma t-shirt branca. Arranjei uma outra t-shirt preta para servir de apoio (ficar entre os materiais e a pele) e dissimular toda a panóplia – fios e outros materiais abaixo descriminados – que se viessem a utilizar e ficariam na parte de dentro da t-shirt .

Até aqui tudo bem.

As letras

Arranjar maneira de iluminar com leds cada letra (fontes utilizadas no post anterior) da palavra já não é assim tão simples. Como as letras são finas, lembrei-me de utilizar palhinhas de suporte de balões às cores. Não só reforçavam a cor da led, como provoca o efeito difuso, espalhando a luz, quando se aplicam lá dentro as leds de alto brilho.

Adquiri dois pacotes, uma de palhinhas de plástico branco e outro com várias cores misturadas (vermelho, verde, azul, amarelo).
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Defini as cores para cada sílaba e adquiri leds brancos de alto brilho de 3mm e alguns vermelhos normais difusos. Optei pelos de 3mm porque cabem, na perfeição, dentro das palhinhas.

Imprimi numa folha A4 branca a palavra TYPOGRAPHY e, seguidamente, recortei e dobrei as palhinhas adaptando-as às letras. Colei-as ao papel com cola a quente.

Pedi ajuda a Pedro Nuno, formado em engenharia pelo Instituto Superior Técnico e que costuma trabalhar regularmente em parceria com a UL, para me dar umas «luzes» do básico (mesmo básico eheheheh) de eletricidade e pedi-lhe para me ajudar a fazer o circuito eléctrico, peça a peça, para iluminar de acordo com parâmetros que estabeleci (sílaba a sílaba, com tempos determinados e de sequência sempre diferente).

Após o circuito montado e testado, os leds foram posicionadas e colei todo o circuito com fita adesiva utilizada para proteger as paredes da pintura e colei velcro (macho/fêmea), ora na base do circuito, ora na t-shirt.

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O coração

Depois de testar a iluminação das letras, vectorizei em Illustrator um coração vermelho com uma linha branca e estampei nas costas da t-shirt.

Adoptei a mesma técnica das palhinhas de plástico que servem para segurar os balões: imprimi, cortei as palhinhas de plástico, colei a cola quente e pedi ajuda novamente ao Pedro Nuno para me ajudar a ligar leds brancos de 3mm de alto brilho com dois tempos diferentes e baterias de telemóvel.

Colei tudo com a fita adesiva para pintura, fita adesiva cinza, apliquei o velcro (macho/fêmea) na base do circuito e nas costas da t-shirt branca.

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Os materiais

Foram utilizados os seguintes materiais na realização desta 1.ª parte do projecto:

Duas t-shirt (uma preta e uma branca), resistências, transístores, resistências, controladores, 50 leds, palhinhas de plástico de apoio aos balões de várias cores, fio elétrico de várias cores, cola a quente, fita de protecção de paredes e rodapés utilizada em pintura, fita adesiva cinza, velcro (masculino e feminino com fita aderente) e 3 baterias de 9v.

Aqui está um vídeo com o seu desenvolvimento:

Um grande obrigado ao Pedro Nuno, por toda a paciência que teve comigo ao longo do projecto.

A 2.ª fase deste projecto tem a ver com a aplicação da tecnologia Arduino, já no próximo post.

Projecto final – StencilSight

No projecto final da cadeira de Explorações Digitais Interactivas & Tipografia pretendo intervir graficamente num espaço, recorrendo para isso a matérias leccionadas e ferramentas que já me são familiares.

Assim, o espaço escolhido foi a Faculdade de Belas Artes (com possibilidade de estender o projecto a outros espaços) , quer pela relação óbvia Aluno-Faculdade, passando pela filosofia criativa natural dos cursos que oferece e acabando no próprio carácter espacial do edifício, propício ao sucesso deste projecto.

A premissa é fazer uma mensagem apenas visível no escuro.

Para isso, vou utilizar as seguintes ferramentas: Stencil, tinta invisível e um sensor de presença.

  • Stencil: Ferramenta associada ao street art, utilizada por diversos artistas para transmitirem as suas ideias gráficas, políticas, pessoais, etc. Possibilita a repetição e clareza. Para a realização deste primeiro objecto vou utilizar uma radiografia. O recorte da mensagem a ser pintada será vectorizado na ferramenta Adobe Illustrator e posteriormente cortado em impressora a lazer.
  • Tinta invisível ou tinta fluorescente: É uma tinta que absorve a luz e quando está escuro reflecte a luz absorvida. Para acompanhar a relação stencil-street art- rua- graffiti, o suporte da tinta é uma lata de spray.
  • Sensor de presença: O sensor, visto que a mensagem só é visível no escuro, permite que aquando da passagem de alguém pelo stencil a luz seja desligada e o mesmo possa ser visto (em espaços sem luz eléctrica ou cuja luz apaga naturalmente não é necessário).

 

Pretendo com este projecto 3 coisas essenciais:

  1. Utilização de ferramentas leccionadas para o sucesso do projecto
  2. Possibilidade de melhoramento e continuação do próprio projecto pós-disciplina
  3. Intervir tipograficamente com uma mensagem num espaço

Será apresentada uma reportagem fotográfica do processo e concretização da ideia.

“A wall is a very big weapon. It’s one of the nastiest things you can hit someone with.” Bansky

 

 

 

 

Embrace Life with Typography – Processo de Criação

 

A minha ideia base é utilizar uma t-shirt ou camisola com a interacção de luzes LED conforme os batimentos cardíacos.

O projecto também tem que ter a ver com a tipografia por isso a minha ideia inicial era com uma frase inserida na parte da frente da t-shirt ou camisola. Mas para simplificar poderia apenas utilizar a palavra TYPOGRAPHY (cada letra teria um tipo de letra diferente) e a imagem de um coração.

Haverá (veremos) 5 momentos diferentes de iluminação que se activam dependendo do número de batidas cardíacas/minuto. Por exemplo:

TY – acende às 65 batidas por minuto

PO -acende às 70 batidas por minuto

GRA – acende às 75 batidas por minuto

PHY – acende às 80 batidas por minuto

Cada silaba iria ter uma iluminação de cor diferente.

As fontes, a 150 pt /cada:

T – Corinthian Std

Y – Verdana

P – ITC Franklin Gothic Std

O – Myriad Pro

G – Frutiger CE 55 Roman

R – Estrangelo Edessa

A – Century

P – Corbel

H – Conduit ITC Std

Y – Gill Sans Ultra Bold Condensed

Quanto à imagem, o coração vermelho poderá ficar estático ou pulsar intermitentemente (sempre, independentemente das batidas cardíacas). As letras seriam recortadas e adaptadas à vestimenta e iluminadas através de, por exemplo, fitas LED, por baixo delas.

Está iniciada a fase de experimentação/construção do projecto de iluminação. Espero postar brevemente sobre o assunto.

Bem, e também há a questão de ligar isso tudo ao ritmo cardíaco.

Um feliz 2016!

Referências para o trabalho final

Exemplos de formatos para publicação de artigos para conferências e de instruções online:

VI Encontro de TipografiaV Encontro de Tipografia
(Sugestão de área temática: Multimédia e dispositivos digitais (VI) / Tipografia e tecnologias (V). Artigo até 3000 palavras, referências em estilo APA) | Modelo de poster

CHI extended abstract format (máx. 4 páginas, cerca de 400 a 500 palavras por página, ou seja máximo 2000 palavras).

Referência para publicações ACM CHI (disponíveis online para download gratuito a partir da rede da FBAUL).

Exemplo de publicação com o formato extended abstract (CHI): na biblioteca ACM.

Instructables

Make:

Referências: Bio Arte | DiY Bio

Bio Arte

EXEMPLOS

Eduardo Kac
Biopoetry | Transgenic poetryCypher

Marta de Menezes
Proteic PortraitPlague – Proposta de projecto
+ Decon – Pinturas vivas que se desconstroem durante a exposição


DiY bio An Institution for the Do-It-Yourself Biologist
Biohackers (LA)

Biohack” – ensaio por Daniel Grushkin
+ Eri Gentry’s garage biotech revolution – artigo na Wired

Prática com microscopia DiY
Hackteria
Wiki: DiY microscopy 

Public Lab
Spectro work bench, projecto do Public Lab

+
Workshop (DIY)biology: Designing for Open Source Science, Conferência DIS’12 (Designing Interactive Systems) |
Arquivo do workshop | Fotos MM – participação no workshop


+
Sementes com mensagem gravada a laser | Wish a Bean (PT) | Message bean


Outros cruzamentos

DiY meat / Knitted meat / in-vitro meat / culture beef

(+ aferir experiência em CSS ou frameworks de CSS / Perspectivas para Ink)

 

+ esta referência de Graffitti de letras com musgo

Referências: Computação Física

Computação Física
Computação física: existência de elemento físico a servir de input ou output de um processo computacional.
Definição de Computação Física, por Tom Igoe

Vídeo introdutório Brinquem com Materiais Inteligentes, Catarina Mota + Blog Catarina Mota Open Materials

Inrodução à computação física com Arduino
Arduino Home . Download . Examples/tutoriais
Fritzing  Software para montagem e testes de circuitos electrónicos, incluindo Arduino
Referência para introdução à prática da computação física – curso ITP, por Tom Igoe
Soft circuits: Lillypad
Circuitos em papel compatíveis com Arduino: Printoo

Referências bibliográficas
Physical Computing: Sensing and Controlling the Physical World with ComputersDan O’Sullivan and Tom Igoe ©2004, Thomson Course Technology PTR
Making Things Talk, 2nd edition, Tom Igoe ©2011, Make Books
Getting Started with Arduino, 2nd edition, Massimo Banzi ©2011, O’Reilly Media

Case studies
Exemplos com input físico:
Escape, por Christa Sommerer & Laurent Mignoneau – (Página projectos)
Audio Software Mirror Redux (Usando Processing e microfones)

Exemplos com output físico:
Four Letter Words (Arduino, Processing, C++)
Remember – Type that responds to thoughts

Objectos-livro
Circuit sketchbook, DiY paper electronic cards, por Jie Qi
Interactive printed e-book, por J. García, J. Geelhaar

Exemplos como meio ou como ferramenta:
Robotagger, 2010, por Golan Levin – incluindo GML Experiments (Golan Levin with F.A.T. Lab and other collaborators)

Exemplos de instalações interactivas com prototipagem rápida/computação física: ARTiVIS – B-Wind! | Hug@ree | Play with Fire

+ derivações:
Display de aeroporto, M-ITI (Madeira Interactive Technologies Institute)
Choosatron (storytelling físico)
Colectivo FAT (Free Art and Technology)

(Sem qualquer programação: ex GRL mensagens com impacto com LEDs – LED Throwies)

Onde comprar componentes em PT
LEDs & Chips
InMotion

Hacherspaces
Rede mundial de hackerspaces | Mapa de hackerspaces
Hackerspace em Lisboa: altLab